

Muitas vezes me deparo com o dilema de pensar que estou no lugar errado, com as pessoas erradas, falando e fazendo as coisas erradas.
Eu achava que minha felicidade dependia única e exclusivamente da realização intelectual ou profissional. E realmente tudo que sempre lutei nessa área... fui bem sucedida.
Minha felicidade eu traduzo em paz de espírito.
... E ao ver que não ter com quem partilhar minhas realizações, de nada vale. Não ter quem me incentive, vibre, lute no mesmo sentido... é triste...
Ou seja... Eu sempre estive bem quando minha vida afetiva andava bem.
Fiquei muito tempo preocupada com eventos, cursos, provas, OAB, TCC. Além de alguns “10”, conquistei solidões que amarguram dias e mais dias e me deixam acordada noites a fio. E existem necessidades que pai e mãe não suprem.
Minha vida amorosa é a responsável por todas as minhas dores. Digo que meus reais problemas estão com decepções, traições ou simples “não quero mais”. Como se eu fosse uma roupa velha, suja ou rasgada, eu sempre sou descartada e vejo que meus troféus, títulos, idiomas aprendidos, países “desbravados” , nada tem valor!!!!
Pq... as pessoas não valorizam o que tenho de melhor ou tenho para oferecer. e sim com o que eu deixei de fazer, deixei de ir, deixei de comprar, arrumar ou... os quilos que ganhei.
Mais uma vez é um daqueles dias em que abri a janela e vi tudo cinza... Só haviam fresnos na minha volta. O meu grito mais uma vez foi abafado pelo medo e pela hipocrisia de muitos que julgam meus atos mas NÃO MEDEM A MINHA DOR!
Cansei de esconder meus sentimentos, cansei de tudo... até de ser como sou. Pois depois de tanta rejeição, tantos foras e bloqueios, vejo que o problema sou eu!
Para estas pessoas que mais uma vez causam a minha dor, a minha desilusão... estas sim devem estar felizes.
Sim... pois é para conseguir a sua felicidade que acabaram destruindo a minha dignidade e o meu amor próprio.
É engraçado, mas a frase que sempre usei nas palestras que ministrei ou nos congressos que apresentei... traduz tudo que eu sempre fiz, ATÉ HOJE.. e agora não pretendo mais fazer. Como diria Eduardo Galeano: “Tudo nos é proibido, a não cruzar os braços”. Mas sim, agora só me resta cruzar os braços e deixar a vida passar!
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Fotos em Belem Novo tiradas no dia 28 de maio de 2011 na companhia de jurema martins, thaís recoba e leonardo baggio.